Ouça esse som bem alto e se emocione!

“A mocinha quer saber
porque ainda ninguém lhe quer
se é porque a pele é preta
ou se ainda não virou mulher

ela procura entender
porque essa desilusão
pois quando alisa o seu cabelo
não vê a solução”

Esses versos inspirados são da música Marias, da mc curitibana Karol Conká, fruto de uma safra tão produtiva na qual figuram Criolo, Emicida, Flora Matos e Lurdez da Luz.

No mesmo VMB em que Criolo e Emicida foram consagrados  como a vanguarda do rap brasileiro ganhando os 5 prêmios mais importantes da noite, Karol Conká, ao lado das companheiras citadas acima, foi revelada como promessa de talento para a cena hip hop do país em 2012.

A nega tá com tudo nas suas letras com tanta atitude quanto o rap pede, sem dever nenhum predicado. As meninas negras, tão carentes de modelos que valorizem sua beleza, sem branqueamento, encontram na Karol alguém em quem se inspirar: mulher negra, linda, inteligente, autêntica, orgulhosa, com voz e atitude, “de pele marrom, mandando um som, de cabelo black e usando batom”.

Confira Boa Noite, e mergulhe de cabeça nesse flow!

O negro na TV Brasileira

Em Novembro de 2011, o programa Ver TV, da TV Câmara, discutiu a presença do negro na TV brasileira, com as presenças de Maria Inês Barbosa, subsecretária de Ações Afirmativas da Secretaria Especial para a Promoção de Políticas de Igualdade Racial da Presidência da República; Rosane Borges, doutoranda em Comunicação e integrante da Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo; e a atriz carioca Maria Ceiça, que participou recentemente da Novela “Prova de Amor”, da TV Record.

Confiram abaixo os três blocos do programa:

Conar manda Almap refazer anuncio do Azeite Gallo por permitir ‘associações equivocadas’

Escuro é o segurança.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) considerou nesta quinta-feira que uma campanha publicitária da Azeite Gallo pode ser interpretada como racista e, por isso, sugere a alteração do texto publicitário.

Segundo o órgão, a publicidade veiculada em revistas apresentava a embalagem do produto com o texto: “O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança”. Mais abaixo da imagem, a campanha afirmava que a nova embalagem preservaria o azeite dos efeitos oxidantes da luz.

Na decisão, o conselho considerou que a propaganda não é racista, mas pode ser interpretada como tal. Cabe recurso. Apesar disso, o entendimento do Conar é administrativo – o órgão não pode exigir que a empresa cumpra a decisão. No entanto, a assessoria de imprensa da entidade afirma que o mercado costuma acolher as decisões tomadas.

Caso a decisão seja acatada, a Gallo deve alterar o texto da campanha imediatamente.

Em nota, a Gallo informou que a AlmapBBDO – agência publicitária responsável pela campanha – recebeu a informação da decisão do Conar, mas ambas empresas ainda não receberam “o teor oficial da decisão do Conar”. Por isso, a Gallo Worldwide e agência aguardam a publicação do órgão.

Fonte: Portal Geledés